Estes objetos mostram primeiro que gosto de coisas coloridas e cheias de flores, mas também que várias coisas do meu passado, diferentes pessoas e experiências, acabaram influenciando muito o que sou hoje e o que quero fazer no futuro. Vejo também como é forte a presença de uma parte mais exotérica e artística na minha vida, que aparece em diferentes objetos. É muito louco olhar tudo isso agrupado porque são coisas tão diferentes umas das outras que nem parecem da mesma pessoa, mas ao mesmo tempo existe uma conexão. Talvez por isso me identifico tanto com as bonequinhas russas que guardam um monte de outras dentro delas.
— Camila
Esta lapiseira era da minha mãe. Ela é formada em arquitetura e lembro que tinha todos estes materiais para fazer plantas e projetos à mão. Morria de vontade de brincar com eles, mas ela não deixava eu mexer direito. Um dia ela me deu esta lapiseira, mas nunca tive coragem de usar com medo de estragar.
— Camila
Estes isqueiros eram do meu pai. Ele fazia coleção de isqueiros. A jukbox tocava musiquinha quando acendia e o outro fazia barulho de latinha abrindo. Meu pai adorava colecionar coisinhas pequenas. Tinha coleção de garrafinhas de bebidas, kinder ovo, isqueiro... Acho que puxei um pouco isso dele.
— Camila
Não tenho uma explicação muito clara do porque gosto tanto de bonequinhas russas. A primeira vez que vi uma foi na casa do meu namorado. Vi as três bonequinhas juntas e achei uma coisa fofa, muito bonitinha. Nunca tinha visto isso antes e na hora me apaixonei. Esta aqui foi a primeira que ganhei. Acho uma imagem muito feminina e essa coisa de guardar uma dentro da outra é incrivel. É meio essa piração de que você não é só um. Pode ter várias pessoas vivendo em você ao mesmo tempo.
— Camila
Este é um livrinho que meu namorado fez como presente de natal e que conta um pouco da nossa história, desde quando a gente se conheceu há oito anos. Ele teve o cuidado de deixar algumas páginas em branco para a gente continuar desenhando nossas histórias. Ainda não desenhei nada nele. Fico com medo de estragar, sei la.
— Camila
Estes objetos representam o universo do circo, uma paixão que tenho. Esta relação começou com uma amiga que fazia nado sincronizado, artes do corpo e tinha o corpo super bonito, super elástico. Sempre admirei isso nela. Um dia, uns sete anos atrás, procurando uma atividade física para fazer, achei o circo e me encantei. Faço circo até hoje. É uma coisa que não quero parar porque é tão legal, tão gostoso, me cura de uma forma tão boa que acho que preciso disso para o resto da vida.
— Camila

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