Acho que meu futuro ainda está meio em suspenção, o que me deixa um pouco angustiada, mas ao mesmo tempo, o que tenho de história e memória me acalenta. O passado ajuda a formar quem eu sou, mas isso me prende um pouco à infância. Queria ser uma pessoa mais do presente e ter mais coisas de futuro também. De qualquer forma, sou muito ligada a pessoas. Não conseguiria viver sozinha. Sou muito de partilhar, trocar, de me abrir ao outro. Meu passado, presente e futuro são marcados por pessoas. Estes objetos contam a história das pessoas mais importantes da minha vida.
— Giovanna
Tenho uma coisa muito forte com o olfato. Gosto de sentir o cheiro das pessoas. Muito disso vem da coleção de vidros de perfume que começei por incentivo da minha mãe. Acho que tenho vidros de perfume de todo mundo que conheço. O meu perfume preferido é este. Falo para as pessoas que este aqui é o meu cheiro. Me apeguei demais a este perfume, me sinto bem com ele. Este é o cheiro da Giovanna
— Giovanna
Meu padrasto tinha um filho que sofreu um acidente de carro. Ele tinha a mesma idade que eu e foi muito difícil essa fase porque além de meio-irmãos, eramos melhores amigos. E no meio de tudo isso, um amigo da faculdade fez este caderno para mim escrito: “Era uma vez e tudo recomeça mais ou menos assim...”. Usei esse caderno para escrever sobre a falta que o Mateus fazia, sobre meus momentos de tristeza, sobre coisas que gostaria de contar para ele. Este caderno é só disso, de meus sentimentos em relação ao Mateus.
— Giovanna
Esta é uma camiseta do Mateus. Fiquei com ela porque era uma das poucas que eu lembrava dele usando. Este é meu maior amuleto. Desde então ela fica debaixo do meu travesseiro porque acho que a noite é quando a saudade bate mais forte. A hora de dormir é o momento mais dolorido para quem tem saudade e deixar a camiseta debaixo do travesseiro é uma forma de manter ele perto nesses momentos.
— Giovanna
O Robertinho sempre foi meu ursinho de pelúcia preferido. Se tivesse que me desfazer de todos os meus ursinhos, ele seria o único que guardaria. Meus filhos vão brincar com ele, com certeza. Eu o ganhei de natal da minha mãe quando tinha 6 anos, numa época em que já estava me perguntando se Papai Noel existia. O Robertinho me fez acreditar nessa magia do natal por mais alguns anos.
— Giovanna
 
Meus avós sempre foram muito presentes. Meu avô é super expansivo e ativo, faz um milhão de coisas ao mesmo tempo e minha avó é super diva, só abre a boca para falar coisas certeiras. Admiro muito eles. Meu avô em especial tem uma coisa muito forte comigo. Desde pequena ele me chama de ‘joia’. Foi muito difícil para ele entender que eu não era mais a “joinha do vovô,” que havia crescido. Não sei de onde tirei essa foto dele, mas ela sempre esteve no mesmo lugar aqui no meu quarto.
— Giovanna

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