Esses objetos mostram um pouco de insegurança, uma certa infantilidade e um pouco de perfeccionismo. Sou muito apegado ao detalhe e ao passado. Odeio essa idéia de ciclos da vida. Para mim, as coisas poderiam ser todas acumulativas e eternas. Mantenho um vínculo e um laço com tudo que já vivi. Para qualquer tipo de experiência que já tive, tenho um objeto relacionado a isso. Todos os momentos têm a sua importância. Mesmo as memórias que me machucam, gosto de guardar para que eu não repita. Lembrar para não esquecer, sabe? Quero olhar para minhas coisas e ver tudo o que já vivi.
— Gustavo
Sou um geminiano nato. Tenho um comportamento dicotômico quase o tempo todo. Tenho um lado muito romântico e sensível e um lado mais “foda-se”, egoísta e individualista. Os dois funcionam ao mesmo tempo. Se pudesse escolher dois filmes para descrever como sou, seriam estes . Os dois são o que melhor me define e mais me representam.
— Gustavo
Tenho um pensamento muito sistêmico e modular, então o primeiro objeto de que lembrei foi esta lanterna em formato de Lego, porque sou apaixonado por lego. O Lego, para mim, é símbolo dessa forma de pensar e representa toda uma fase em que eu gostava de brincar e pensava em ser engenheiro ou arquiteto. Tenho muito Lego e guardo tudo com manual de instrução, bonitinho. Quero dar tudo para os meus filhos um dia.
— Gustavo
Sempre fui muito apegado a miniaturas. Minha avó tinha uma coleção de miniaturas gigante, uma estante cheia. Essa “coca-colinha” ganhei da minha ex-namorada, porque eu gosto muito de Coca-cola e tomo todos os dias. O carrinho ganhei do meu tio quando nasci. É um Bburago e em todo lugar que eu moro ele ganha uma posição de destaque. O violão representa música, algo muito forte na minha vida. Tenho fases em que passo horas e horas no violão tirando uma música. Isso acontece, geralmente, quando estou mais introspectivo. A música é minha parceira quando as coisas não vão muito bem. O canivete representa meu lado “gadget boy,” esse lado multifuncional, que quer ter tudo à mão. Sou viciado em canivete. Quando tinha 9 anos, meu sonho era ter um canivete suíço. Esse é meu terceiro ‘SwissChamp.’ E essa camerazinha fotográfica era da minha mãe e é de verdade, dá pra colocar o filminho dentro, vem com uma capinha, é muito legal.
— Gustavo
Tenho esta caixinha exatamente como está há uns 20 anos. Quando meus pais fizeram 10 anos de casados, eles foram viajar e me deixaram com a irmã da minha vó, que todo mundo chamava de ‘Mãe Nena,’ a pessoa mais doce e encantadora que eu já conheci. Ela me ensinou a costurar, a fazer esta almofadinha, e me ajudou a decorar a bandeira de todos os países. Essa toalhinha ela fez para mim como parte de um jogo de chá em miniatura, porque ela sabia que eu gostava.
— Gustavo
Fiz esse desenho quando tinha 13 anos e estava começando a estudar perspectiva e profundidade na aula de artes do colégio. Essa é a planta da casa que eu gostaria de morar. Se você vir a estrutura da planta, ela é uma casa feita para morar sozinho. Com 13 anos, me via morando sozinho, o que mostra todo aquele lance do individualismo, da insegurança. Eu desenhei essa casa para ser o meu QG.
— Gustavo

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