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Não ter tantos objetos é como não ter tantas contas para pagar. Se você quiser ir, é só levantar e sair. Nada te prende e isso é muito libertador. Os objetos exigem cuidado, trazem preocupação, são um peso, então quanto menos coisas você tem, menos coisas para se preocupar, menos coisas para carregar. Olhando para esses objetos eu vejo um pouco dessa liberdade, dessa leveza que busco para minha vida.
— Mano Penalva
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Este guia protetor eu trouxe não por representar uma religião afro, mas por representar a Bahia. Este é um objeto que geralmente a pessoa ganha e representa o Senhor do Bonfim, o protetor de todo baiano. Na minha casa tudo é muito ‘incensado’, benzido com água benta. Me considero uma pessoa muito protegida e isso me traz confiança para me jogar naquilo que acredito.
— Mano Penalva
Essa caneca esta aqui para falar um pouco do meu prazer em receber as pessoas. O café para mim é mais que uma bebida, é um momento. A aura que está em volta desse momento é sempre muito prazerosa e de alguma forma está relacionada ao porque desse espaço que é meu atelie, meu lugar de criação, mas principalmente, um espaço para receber pessoas.
— Mano Penalva
Tenho vários caderninhos. Devo ter uns 20 destes. As vezes eles se misturam um pouco, mas grande parte do tempo eles servem para coisas específicas, como o desenvolvimento de um projeto, desenhos, esboços, estudos, busca de referências... São uma forma de me organizar um pouco. Anoto desde coisas que tenho que fazer até idéias e inspirações. Vou colocando para fora até chegar o momento de parar e arrumar tudo. Sempre tenho um caderninho comigo, não importa onde eu vá.
— Mano Penalva
Esta tesoura fala muito sobre mim. Quando eu era pequeno era conhecido pelos caseros e pessoas que trabalhavam no sítio da família como o “menino dedo-verde”, porque tudo que eu plantava nascia. Adoro plantar, não consigo viver sem plantas. Fico triste de ver a quantidade de jardins feios por ai. Compartilho muito do pensamento do Burle Marx que dizia que um jardim tem que respeitar a forma e a vontade das plantas. Os jardins mais bonitos respeitam as cores, as formas, as espécies. Burle Marx conseguiu isso observando e respeitando a natureza.
— Mano Penalva
O cravo mostra um pouco da minha sensibilidade, mas também serve para falar do meu contato com plantas e com a natureza. Tenho uma admiração estética pela natureza. A cidade e as pessoas me inspiram muito, mas é na natureza que eu encontro minha formação estética, seja nas formas, seja na combinação de cores. Minha casa sempre tem flores. Me sinto bem com elas e acho super importante para equilibrar o espaço onde estou.
— Mano Penalva

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