Cada objeto representa um portal para dentro de mim. A dança, a música, os cristais, os livros... Todos representam momentos de interiorização em que me volto para dentro. Poderia dividir estes objetos em três grupos: raízes, essência e ecossistema. O ecossistema é aquilo que tem influência na minha vida e me transforma de algum jeito. É meu universo, meu ambiente, onde me sinto confortável. Em raízes estão meus rituais, momentos e objetos que me reconectam comigo e me colocam em contato com a natureza e com o etéreo. E essência é aquilo que expressa quem eu sou, coisas sem as quais não seria mais eu.
— Magê
Minha mãe me deu este livrinho há muitos anos. Quando era criança, ela sempre lia para mim antes de dormir. Pedia para fechar os olhos e abrir numa página. Na verdade, o primeiro que ela me deu acabou estragando, ai ela me deu este com esta dedicatória. Adoro esta frase: “Desde muito cedo você conheceu os anjos...” Isso me dá muita força, me lembra que nunca estou sozinha. Até hoje, toda noite abro uma página e leio.
— Magê
Amo este vestido. É de uma estilista que adoro chamada Helen Rödel. Ele é todo feito à mão. Gosto do fato de ter sido uma pessoa que fez e não uma máquina. Acho linda essa idéia de alguém parar um tempo da vida para fazer este vestido. Ele é único por isso. Mesmo que a mesma pessoa decida fazer outro igual, cada ponto é único, impossível de copiar exatamente. Não sou muito de ficar comprando coisas caras, mas quando olhei este vestido me apaixonei, antes mesmo de saber que era da Helen. Poder comprar ele com meu dinheiro foi um marco importante para mim.
— Magê
O balé sempre foi onde consegui me expressar. Quando você dança, fica muito maior que seu corpo, extrapola sua dimensão corporal e fica do tamanho do lugar onde está dançando. Sempre foi onde consegui ser eu. Lembro até hoje da minha primeira aula aos 5 anos. O que mais me encanta no balé nem são as apresentação, mas o ensaio. O chão desgastado, a barra, o espelho, a música, a repetição... Esta sapatilha de ponta representa uma evolução, um estágio alcançado dentro do balé. O ritual de subir na ponta é um momento super íntimo entre a professora e a aluna e foi algo que me transformou para sempre.
— Magê
Eu amo chá. Acho que bebi chá a minha vida inteira, mas gosto de chá natural, direto das flores, da erva. Nada de chá de saquinho, industrializado. É uma coisa que me acalma. Acredito muito nessa idéia de que a natureza influencia no nosso bem-estar e chá é isso, uma forma de beber a natureza. Uma xícara de chá esteve presente em muitas passagens da minha vida. Adoro camomila, em especial, por ser uma flor, por isso até escrevi no vidro: “bebendo as flores.” Enquanto bebo, fico vendo cada florzinha meio que desabrochando dentro da água. Adoro.
— Magê
Tchaikovsky vem do mundo do balé. Adoro “Cisne Negro”, “Quebre Nozes...” É um tipo de música que me acalma, que está sempre tocando no meu Ipod. Não tem outra música que me represente mais simplesmente porque ela não fala nada. É só sentimento e imaginação, como eu. Quando estou escutando, penso em coreografias de balé.
— Magê

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